sábado, julho 17, 2004

Rui Ramos

Iniciei a leitura das crónicas deste reputado historiador do jornal Independente, e além de surpreso, tenho-me deliciado com uma análise do Sec.XX Português, que não repete a fantástica propaganda e as lavagens cerebrais que sofremos durante este século.
 
Considero uma brilhante visão do período, fresca e desapaixonada como se exige num cientista.
 
Recomendo vivamente, Uma Outra Opinião, Rui Ramos.
 
Braveman

sexta-feira, julho 16, 2004

O Índice de Desenvolvimento Humano

O IDH é um valor calculado pela ONU que serve para classificar o nível de Desenvolvimento de um país em todos os Parâmetros. Digamos que é o índice que junta todos os factores de desenvolvimento, como a Economia, Segurança Social e outros.

Não me surpreende que Portugal seja o último dos 15 da UE, e o 26º país mais desenvolvido do mundo. Há obviamente espaço para melhorar por isso arregacemos as mangas e vamos á luta.

Mas o que me proponho é outra análise que não o porquê de Portugal estar neste posto e não noutro mais acima.

É uma análise que me surgiu assim do nada.

Há bem pouco tempo alguém que prezo dizia-me que a República é uma evolução da Monarquia. Tenho a dizer que esperava mais dessa pessoa e não o faço por ser ou não monárquico, porque isso aqui não interessa, só lido com factos.

Na realidade deparo-me com um cenário bastante diferente, e seguindo o hoje publicado Relatório anual do IDH da ONU, o que descubro?!

Nos cinco Países mais desenvolvidos (em todos os aspectos) da UE, 4 são Monarquias, e também o são os 3 mais desenvolvidos, Suécia, Holanda e Bélgica por esta ordem (Monarquias), seguidos de longe pela República da Irlanda e no 5º posto o Reino Unido.

Posto isto, sigamos para o Mundo e reparo: 7 dos 10 Países mais Desenvolvidos do Mundo são Monarquias (contando com os casos algo estranhos do Canadá e Austrália que têm como soberano a Rainha Isabel II).

A Ver: O Vencedor, o país mais desenvolvido do Mundo, é a Noruega (Monarquia); o 2º a Suécia (Idem); 3º Austrália e 4º Canadá (os casos especiais, mas também monarquias); 5º Holanda; 6º Bélgica (Monarquias); 7º a Islândia (A Primeira República está no 7º lugar); 8º lugar para os EUA (República); 9ª posição para o Japão (Monarquia) e 10º a República da Irlanda.

Ora eu não acredito que um país ter como forma de governo a Monarquia Constitucional seja condição fundamental ou suficiente para o Desenvolvimento, Mas talvez ajude.

Os 6 países mais desenvolvidos do Mundo são Monarquias, Os três mais desenvolvidos da UE são Monarquias, e Tendo em conta que na UE existem 8 países Monárquicos e 7 Repúblicanos, penso que existe equilíbrio.

PS: Ouvi o Sr. Louçã do BE, suposto intelectual, a referir-se à forma de governo Monárquica de forma desprimorosa. Reflicta nestes dados e aprenda umas coisinhas.

Braveman



domingo, julho 11, 2004

E Agora Portugal

Jorge Sampaio chegou finalmente à sua conclusão, resolvendo um impasse demasiado longo, por ele criado.

Na minha opinião ele tomou a melhor opção, e aliás nem se deveriam ter posto outras.

A amálgama que o em PS se revelou, os pedidos insistentes e apelos pela suposta defesa da Democracia, só revelam quão mesquinhos são os políticos portugueses (porque duvido muito que se fosse o PSD a estar na posição do PS não reagisse da mesma forma), que se degladiam não pelo interesse do País e dos seus cidadãos, mas pelas seus interesses, e por sedento apego ao poder.

Para o País e para a democracia Portuguesa, a solução de continuidade era sem dúvida a mais madura e racional.

Alguns do próprio PS perceberam isso, e daí também algumas das divisões, é pena que este partido tenha pessoas tão ridículas quanto Ana Gomes e Ferro Rodrigues. O PSD tem Alberto João Jardim.

Ana Gomes é ridícula, sinceramente nem sei como é possível alguém que tem a categoria política suficiente apenas para varrer o chão na sede do PS, faz parte da direcção e tem tempo de antena para dizer barbaridades. Ainda se fosse uma barbaridade de vez em quando, mas nunca ouvi nada da boca daquela senhora, que revelasse algum trambelho.

Ferro Rodrigues é ridículo, a reacção que tem à decisão do PR, é extemporânea, de alguém que amuou (como disse Lobo Xavier) porque o amiguinho não lhe abriu as portas do governo.

Assim se vê a baixaria dos políticos portugueses, até para PM a lei da cunha funciona.

Não é pela perda da democracia que chora Ferro Rodrigues, mas ficou zangado pela cunha não funcionar.


O PS é ridículo, talvez nem todo, atarantado e sem projecto, queria arruinar ainda mais o País, e então o suposto acordo com o BE para uma solução de governo não pode ser considerada senão como Surrealista.

O BE é ridículo, Para já o sr. Louçã que volte para a escola para saber o que é uma monarquia, e depois se cale quando compreender para não voltar a dizer baboseiras. Outro que não deveria ter tempo de antena.
E é engraçado um partido que afirma que as pessoas votam em figuras e não partidos, que faz rotação de deputados?! Ora que incongruência, calem-se e voltem para a toca de onde saíram.

Ao PSD só peço que não destruam, que não entrem na demagogia populista, mas que façam o que o País precisa, pois mal de nós se daqui a dois anos temos novamente o País de tanga por causa do despesismo. Ouviu Sr. Lopes.

Jorge Sampaio, há que louvar um Homem que teve a coragem de seguir uma opção á revelia dos seus "camaradas", revela carácter e sentido de Estado.

Braveman

Os dias do fim ... ou talvez não

A última decisão do actual Presidente da República manteve em exercício o actual Governo, apesar de que com outro Primeiro-ministro. A decisão merece-me estima e a devida vénia.
Tendo em conta que contrariou as pretensões quer da esquerda democrática quer da outra, que supostamente terá massivamente votado em si, aquando das últimas presidenciais, o dr. Jorge Sampaio terá tomado a decisão mais difícil do seu mandato.
Parece-me correcto, que logo de mim, acérrimo crítico daquilo que ele representa (por deformação monáquica), venha um cumprimento, na forma de elogio.
E porquê o elogio?
Na minha opinião, impunha-se. Desde logo, porque quando o Presidente necessitava de tomar uma decisão, baseada na Constituição, tomou-a, mesmo sabendo que não agradaria a "gregos e troianos".
Sei, também devido aos meus princípios monárquicos, que um Rei ou um Presidente, na altura de agir, de consubstanciar as suas decisões, têm que se manter fortes e irredutíveis, por mais difícil que seja a decisão que tomaram.
Também porque "dos fracos não reza a história", o Rei ou o Presidente, mesmo correndo o risco de errar, não podem, desde logo, ser criticados por decidir, pois a sua tomada de decisão justifica os seus poderes institucionais e Constitucionais.

Aspen